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Mostrando postagens com o rótulo amor

Deixei de ouvir-te (Maria do Rosário Pedreira)

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Deixei de ouvir-te.  E sei que sou mais triste com o teu silêncio. 
Preferia pensar que só adormeceste; mas  se encostar ao teu pulso o meu ouvido  não escutarei senão a minha dor. 
Deus precisou de ti, bem sei. E  não vejo como censurá-lo 
 ou perdoar-lhe.

Infinito (Larissa Rocha)

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Após concluir a leitura de  A culpa é das estrelas (John Green), fiquei refletindo sobre o amor e sua suposta eternidade. Não sou a pessoa mais qualificada para fazer uma resenha crítica sobre o livro (se bem que eu gostaria muito de fazê-la) mas, se me perguntassem eu diria simplesmente "arrebatador"; O assunto principal desse post é que acabei tecendo alguns versos que na verdade são uma homenagem e eu gostaria de compartilhá-los.



"Alguns infinitos são maiores que outros." (Green)
(fonte da imagem http://www.intrinseca.com.br/blogdasseries/2012/07/fan-arts-de-a-culpa-e-das-estrelas/)

Se teu olhar é suficiente para me deixar extasiada, Vem amor, não façamos promessa alguma Olhe bem fundo nos meus olhos... não diga nada Deixe apenas eu unir minha boca a tua.
Os infinitos são sempre tão ambiciosos... Não caia nessa tentação, nessa vaidade, Só me ofereça esses lábios fervorosos, Que um beijo apaixonado dura uma eternidade!
Façamos do hoje, o nosso sempre, querido E ao menos por h…

Nos meus olhos (Larissa Rocha)

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Todo vez que meus olhos encontram tua face Num breve instante, a tua no meio da multidão, Vem uma dor, não sei de onde, no meu encalce E sinto um aperto forte no coração
Esse aperto eu conheço bem, é a saudade De um romance rápido como um trovão Que deixou só a vontade De um amor que foi só minha ilusão
Nos meus olhos eu tento te falar Aquilo que me falta coragem pra dizer A paixão que não posso mais esconder

A vontade que eu tenho de te amar... A dor nos meus olhos, qualquer um pode ver Apenas tu não podes e me deixas assim a sofrer!

Flor Bela Rocha 


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A ausente (Vinicius de Moraes)

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Amiga, infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à ideia dos meus. Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas Como que cega ao meu encontro... Amiga, última doçura A tranquilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. Só meu ventre Te espera, cheio de raízes e de sombras. Vem, amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim Como no mar, vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim, amiga minha Em mim como no mar...
Uma pequena homenagem ao centenário de Vinicius de Moraes, mais informações no site http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br

Meu coração (Larissa Rocha)

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Meu coração é como um quarto abafado Onde há muito tempo ninguém entra O mesmo velho perfume impregnado Onde a dor sempre se concentra
Mas de repente alguém abre uma janela Deixa a brisa fresca renovar o ar Deixa entrar a luz de uma manhã bela Então pude novamente respirar
Alguém que trouxe de volta a esperança Levou embora o a triste lembrança Esse alguém talvez seja Ele...
Alguém que trouxe de volta a poesia E me mostrou como aproveitar o dia Esse alguém só pode ser Ele!
Flor Bela Rocha
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Aos ombros dele (Larissa Rocha)

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Nunca me canso de olhar admirada As curvas tênues dos ombros dele, O tom claro da sua pele, Visão que me deixa hipnotizada 
É então que os desejos me consomem Quando ele despe a camisa, e com o peito desnudo Sou capaz de entregar-me em tudo Aos músculos fortes dos ombros desse homem.
E o desejo tanto  que quase não resisto À tentação de beijar essa fina película Seguir com os lábios a linha da clavícula Até o esterno, onde repousa uma medalha do cristo!
Flor Bela Rocha.

Minha crença (Larissa Rocha)

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“Eu sou teu deus”, ele me disse certa vez, Com um ar mais arrogante que bendito E a verdade é que eu o adoro, Ele é meu deus e é o único no qual acredito.
E foi assim que passei a crer nesse deus Forte e onipotente, cálido e sensual, Rogo-lhe para levar-me ao paraíso Divino com gosto de pecado original
Sagrada seja a luz daqueles olhos! Ele é meu maior pecado, e única salvação Minha perdição é em seus beijos e abraços E amá-lo tanto é minha vocação.

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Sem remédio (Florbela Espanca)

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Aqueles que me têm muito amor  Não sabem o que sinto e o que sou...  Não sabem que passou, um dia, a Dor  À minha porta e, nesse dia, entrou. 
E é desde então que eu sinto este pavor,  Este frio que anda em mim, e que gelou  O que de bom me deu Nosso Senhor!  Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! 
Sinto os passos de Dor, essa cadência  Que é já tortura infinda, que é demência!  Que é já vontade doida de gritar! 
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,  A mesma angústia funda, sem remédio,  Andando atrás de mim, sem me largar! 

Versos do dia

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Música: Espumas ao Vento Composição: Acioly Neto (1997)
"De uma coisa fique certa,amor A porta vai estar sempre aberta,amor O meu olhar vai dar uma festa,amor Na hora que você chegar"

Contigo aprendi coisas tão simples (Ruy Belo)

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Contigo aprendi coisas tão simples como a forma de convívio com o meu cabelo ralo e a diversa cor que há nos olhos das pessoas Só tu me acompanhastes súbitos momentos quando tudo ruía ao meu redor e me sentia só e no cabo do mundo Contigo fui cruel no dia a dia mais que mulher tu és já a minha única viúva Não posso dar-te mais do te dou este molhado olhar de homem que morre e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente

Não importa (Larissa Rocha)

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Não importa quanto tempo leve Quantas vidas eu tenha que viver De quantos sonhos tenha que abrir mão... Faria o que fosse preciso fazer
Não importa quantos versos eu escreva Nunca bastaria pra te falar do meu amor. Mesmo se eu sofrer, mesmo se chorar, Pra estar contigo, farei o que preciso for.
Saiba que também a distância não importa No meu pensamento posso te alcançar E toda vez que estiveres triste,
Terás meu abraço pra te acalmar!



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O corpo não espera (Jorge de Sena)

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O corpo não espera. Não. Por nós  ou pelo amor. Este pousar de mãos,  tão reticente e que interroga a sós  a tépida secura acetinada,  a que palpita por adivinhada  em solitários movimentos vãos;  este pousar em que não estamos nós,  mas uma sêde, uma memória, tudo  o que sabemos de tocar desnudo  o corpo que não espera; este pousar  que não conhece, nada vê, nem nada  ousa temer no seu temor agudo... 
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,  quando um de nós ou quando o amor chegou.

Versos do dia

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Poema: Beijo
Poeta: Jorge de Sena

Versos do dia

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É assim... e tu bem sabes.




















Poema: O teu riso
Autor: Pablo Neruda

Chove! (José Gomes Ferreira)

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Chove... 
Mas isso que importa!,  se estou aqui abrigado nesta porta  a ouvir a chuva que cai do céu  uma melodia de silêncio  que ninguém mais ouve  senão eu? 
Chove... 
Mas é do destino  de quem ama  ouvir um violino  até na lama. 

Versos do dia

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Poeta: Vinícius de Moraes 




Eu sei (Larissa Rocha)

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"Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste" (Vinicius de moraes) 
Eu sei, tudo que dissestes é verdade Por mais que doa, e dói...  Eu sei, Era hora de encarar nossa dura realidade Mas também é verdade tudo que te falei.
Tuas palavras continuam em minha mente Passam como um filme na minha cabeça E eu assistia a tudo passivamente... Nada fará com que eu esqueça.
Aquilo doeu, e tua ausência ainda dói É um vazio que nunca será preenchido, A saudade lentamente me destrói, Faz-me desejar nunca ter te conhecido!
Mas então não saberia o que sei agora Que amar às vezes é deixar partir, Tua maior prova de amor foi ir embora
Eu sei, amor... E tudo isso por causa de ti!

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Os versos que te beijam (Larissa Rocha)

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Eis o que mais me entristece: Amo-te tanto e nunca te beijei! Ainda guardo em meus lábios Todos os beijos que não te dei
Por isso ainda te mando versos Como quem manda beijos Para que eles te alcancem suaves E deixem claros meus desejos
Minhas palavras viajam muito Só para beijar-te a boca Este é meu único intuito.
São palavras sem muita importância, Mas aceita estes versos meus Que te beijam à distância!

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Volta pra mim (Larissa Rocha)

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Volta pra mim, amor... Sinto tanta saudade! Talvez não passe de um sonho intangível Mas não quero viver nessa realidade Sem ti, viver já se tornou impossível!
Se ainda resta algo do nosso amor Volta... Não consigo te esquecer. Ainda te amo... Volta, por favor! Tu bem sabes que não quero te perder
Tenho ainda algumas coisas para te falar Do nosso amor eu nunca desisti, Essa distancia não pode acabar Com o amor que sinto por ti
Eu não me acostumo com a tua ausência Por isso ainda te espero e te procuro Simplesmente tu és já minha essência Só quero fazer parte do teu futuro
Ainda te quero de qualquer jeito As coisas não precisam ser assim Sei que nada mais será perfeito Não importa como, apenas volta pra mim!
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Persistência (Larissa Rocha)

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Luto contra o tempo aliado à distância Pois o tempo sem ti passa impiedoso E para tornar tudo mais doloroso Ainda há tua habitual inconstância
E porque teu amor me é essencial Prefiro acreditar que tudo vai dar certo Que um dia vou te ter por perto Luto porque te amo de um jeito visceral
Esta luta incansável simplesmente me assusta Tuas palavras me deixam hesitante E não acho a luta nem um pouco justa
Luto contra o risco iminente de te perder Tenho medo de que me esqueças
Pois sei que nunca vou te esquecer 



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