segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Moonlight Sonata (Larissa Rocha)



Esta é uma coisa que sempre quis fazer,um poema em inglês. Como grande fã de musica clássica resolvi me inspirar na moonlight sonata de Beethoven que é uma musica linda.
P.S : qualquer erro de gramática consideremos licença poética ;)

Para Marcelo.
I hear the sonata and I see
His fresh face under moonlight
How lovely it is to me
Although I am out of his sight

The moon will go on above us
And that is all we can save
I don’t make any fuss
But I see, he got me like his 'lave!

I know his eyes full of sadness
Angel, why do you sigh?
Maybe you are loveless

Then come to me, we shall stay forever!
Oh yes! Let there be just you and I
And please leave me never!

(Larissa Rocha)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Júlio Dinis

Júlio Dinis é o pseudônimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, romancista português nascido na cidade do Porto em 1839. Uma de suas obras mais importantes é As pupilas do senhor reitor, quantoItálico a forma ele é considerado um escritor de transição entre o romantismo e o realismo.

Hoje, quando te vi, estavas cismando;
em que cismavas tu, virgem formosa,
desmaiadas as faces cor-de-rosa
e o seio, o gentil seio, inquieto arfando?

Em que cismavas tu? De quando
em quando elevavas ao céu, triste. saudosa,
a vista amortecida, lacrimosa,
para a baixar depois em gesto brando.

No chão jaziam murchas, desfolhadas,
as rosas, que ainda há pouco te toucavam,
agora já por ti abandonadas.

Os últimos clarões do sol douravam
as tuas belas tranças desatadas;
diz, que íntimos anelos te turbavam?

(Júlio Dinis)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Se eu morresse amanhã (Álvares de Azevedo)

Autopsicografia (Fernando Pessoa)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
(Fernando pessoa, em cancioneiro)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A poesia

Nessas ruas desertas e melancólicas
Nas florestas iluminadas
nas campinas bucólicas
sim, eu vejo poesia.
e ela se estente
poeticamente pelos corações


ridicularmente para quem não entende.
e o que seria se não
essa poética patética um presente
da natureza para os homens
para que preencham o vazio
de suas almas.


E a poesia vem da Alma
o poema é a poesia transcrita
o poeta é um abençoado
não pela graça divina
pela Poesia...
sim amigos poetas! cantemos!


(Larissa Rocha)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Versos íntimos (Augusto dos Anjos)

Hoje vou falar um pouco do pré modernismo, no início do século XX a arte no Brasil seguia o modelo que vinha da Europa, era o momento de buscar um conhecimento mais real e profundo das condições de vida que podiam ser observadas em um país tão grande como o nosso, por isso a produção literária foi fragmentada e vários autores escreviam sobre suas diferentes regiões. É impossível tratar o pré modernismo como uma escola literária, ele é um período de transição que conserva várias tendências estéticas (parnasianismo, simbolismo). Como não existe um padrão estético para a produção literária adota-se um principio cronológico : começa em 1902 com a publicação de Os Sertões e 1922 semana de arte moderna. Os principais autores do pré modernismo são Euclides da Cunha, Graça Aranha e Augusto dos Anjos. No poema a seguir podemos perceber a métrica e rima rígidas típicas do parnasianismo.


Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


(Augusto dos Anjos)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Livros e flores (Machado de Assis)

Versinhos do dia xD
Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?


(Machado de Assis)
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)