segunda-feira, 19 de março de 2012

Este seu olhar (Tom Jobim)

Versinhos do dia :D

Este seu olhar quando encontra o meu
Fala de umas coisas
Que eu não posso acreditar
Doce é sonhar, é pensar que você
Gosta de mim como eu de você

Mas a ilusão quando se desfaz
Dói no coração de quem sonhou
Sonhou demais, ah! se eu pudesse entender
O que dizem os seus olhos

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia nacional da poesia

hoje, 14/03 é o dia nacional da poesia, esse ano ele me pegou desprevenida e com tanta coisa da escola pra fazer acabei não pensando em nada pra comemorar, porem como esse é o 1º ano do blog vou contar aqui como começou meu amor pela poesia. Bem, desde criança sempre fui incentivada pela minha mãe a escrever e gostava muito disso, cresci escrevendo...contos, historias e tudo mais, quando eu era 8º serie li pela 1ª vez um poema de Álvares de Azevedo(L) e aí já viu né? amor à primeira vista! No 1º ano do ensino médio, precisei escrever um poema para a aula de historia da arte sobre romantismo, desde aí não parei mais de escrever poemas, estudei literatura e cada escola literária me ajudou a crescer nas minhas poesias e assimilei caracteristicas do meus queridos trovadorismo, classicismo, romantismo e simbolismo...enfim essa é a minha breve historia de amor com a poesia, prometo que ano que vem preparo um post mais interessante.
valeu ^^

terça-feira, 13 de março de 2012

A primeira página de um romance nunca escrito

Olá pessoal, boa?
pois bem, eu achei um caderno meu de 2009-10 e folheando as páginas encontrei um trechinho de uma historia que eu tinha escrito então vou postar aqui pra galera conferir:

"Amélia sempre fora uma jovem especial, nos seus quinze anos tinha aparência madura (e de fato era), gostava de musica clássica, poesia e lugares tranquilos. Ela era boa aluna, mostrava-se com habilidade para matemática e tinha uma paixão em especial pela astronomia. Não conseguia estar ao ar livre sem grudar os olhos no céu, reconhecia constelações e planetas com facilidade.
Era também Amélia dotada de grande beleza e formosura. Os cachos loiros caindo pelas suas costas e os olhos negros como a imensidão do universo (e tão fascinantes quanto este). Não era uma pessoa sociável e sequer aberta a cordialidades, não esboçava sorrisos falsos, não estava interessada em relações superficiais e acima de tudo Amélia era arrogante, de humor sutil e elegante. Não gostava da maioria das pessoas a sua volta porém havia Eduardo, uma exceção.
Este garoto era, em sua opinião, maravilhoso. De fato Eduardo era dotado de imensas qualidades e era completamente modesto com relação a elas, diferente de Amélia ele era desprovido de qualquer preconceito e egoísmo."

(Larissa Rocha)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Bocage


Manuel Maria Barbosa Du Bocage foi um poeta português símbolo do arcadismo e percursor do romantismo, particularmente acho ele incrível, eu escolhi dois poemas dele, o primeiro com caracteristicas do arcadismo, já no segundo Bocage nos apresenta ao estilo do romantismo. Os dois são sonetos à maneira camoniana.


Oh, tranças, de que Amor prisões me tece,
Oh, mãos de neve, que regeis meu fado !
Oh tesouro ! oh mistério ! oh par sagrado ,
Onde o menino alígero adormece !

Oh ledos olhos, cuja luz parece
Tênue raio de sol ! oh gesto amado,
De rosas e açucenas semeado,
Por quem morrera esta alma, se pudesse !

Oh ! lábios, cujo riso a paz me tira,
E por cujos dulcíssimos favores
Talvez o próprio Júpiter suspira !

Oh perfeições ! oh dons encantadores !
De quem sóis ?...Sois de Vênus ? - é mentira
Sois de Marília, sois de meus amores.

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Oh retrato da morte, oh Noite amiga
Por cuja escuridão suspiro há tanto !
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga !

Pois manda Amor, que a ti somente os diga,
Dá-lhes pio agasalho no teu manto ;
Ouve-os,como costumas,ouve, enquanto
Dorme a cruel, que a delirar me obriga :

E vós, oh cortesãos da escuridade,
Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos como eu, da claridade !

Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar meu coração de horrores.


(Bocage)

Escuta-me Amor

Escuta-me Amor, quero dizer-te umas coisas
Tem uns versinhos que preciso que leias
Uns que dizem aquilo que quero te falar
E não tenho chance...vê que desgraçada sou ?

Até o ultimo adeus me foi negado!
E tanto, tanto que já escrevi pra ti
Foste o anjo que minh ‘alma cantou
E amou muito... entre nós tudo morreu

Agora partiste sem olhar pra trás
É de teu direito me esquecer
Eu guardarei tudo de bom e esperarei
Que dê a alguém todo amor que não me deste.

(Larissa Rocha)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Despedidas (Álvares de Azevedo)

Sim, sei que Álvares de Azevedo é o poeta sobre qual eu mais falo, mas ele é meu poeta favorito e como já havia mencionado antes, ele sempre tem uma palavra pra mim quando eu preciso de uma tradução do que estou sentindo *-* Amoo esse cara!!
*Não me esqueça pois não te esquecerei :'(
Se entrares, ó meu anjo, alguma vez
Na solidão onde eu sonhava em ti,
Ah! vota uma saudade aos belos dias
Que a teus joelhos pálido vivi!

Adeus, minh’alma, adeus! eu vou chorando…
Sinto o peito doer na despedida…
Sem ti o mundo é um deserto escuro
E tu és minha vida…

Só por teus olhos eu viver podia
E por teu coração amar e crer…
Em teus braços minh’alma unir à tua
E em teu seio morrer!

Mas se o fado me afasta da ventura,
Levo no coração a tua imagem…
De noite mandarei-te os meus suspiros
No murmúrio da aragem!

Quando a noite vier saudosa e pura,
Contempla a estrela do pastor nos céus,
Quando a ela eu volver o olhar em pranto…
Verei os olhos teus!

Mas antes de partir, antes que a vida,
Se afogue numa lágrima de dor,
Consente que em teus lábios num só beijo
Eu suspire de amor!

Sonhei muito! sonhei noites ardentes
Tua boca beijar… eu o primeiro!
A ventura negou-me… mesmo até
O beijo derradeiro!

Só contigo eu podia ser ditoso,
Em teus olhos sentir os lábios meus!
Eu morro de ciúme e de saudade…
Adeus, meu anjo, adeus!
(Álvares de Azevedo)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Moonlight Sonata (Larissa Rocha)



Esta é uma coisa que sempre quis fazer,um poema em inglês. Como grande fã de musica clássica resolvi me inspirar na moonlight sonata de Beethoven que é uma musica linda.
P.S : qualquer erro de gramática consideremos licença poética ;)

Para Marcelo.
I hear the sonata and I see
His fresh face under moonlight
How lovely it is to me
Although I am out of his sight

The moon will go on above us
And that is all we can save
I don’t make any fuss
But I see, he got me like his 'lave!

I know his eyes full of sadness
Angel, why do you sigh?
Maybe you are loveless

Then come to me, we shall stay forever!
Oh yes! Let there be just you and I
And please leave me never!

(Larissa Rocha)
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)