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Desilusão (Larissa Rocha)

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M.A.
Se esta mágoa sem fim
é por tanto te amar, tenho ainda mais odio de mim por não saber te desprezar.
odeio os versos meus por só cantarem teus primores não sei te dizer adeus embora me cause tantas dores.
tento me convencer de que não te adoro mais sinto logo o peito doer sei que não sou capaz...
do amor que não vivi só me resta saudade derramei só por ti cada gota de minha mocidade.
ando a chamar-te, amor mas teu coração não escuta o único remédio para esta dor é um cálice de cicuta!
(Larissa Rocha)

O poeta pede ao seu amor que lhe escreva (García Lorca)

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Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.

Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura. (Federico García Lorca)

Desencanto (Manuel Bandeira)

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Queridos leitores, andei meio ausente do blog mas passando rapidinho por aqui resolvi deixar um poema, do nosso ilustríssimo poeta pernambucano Manuel Bandeira, e pessoalmente me identifiquei muito com esses versos. Até a próxima :)


Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.

Essa que eu hei de amar... (Guilherme de Almeida)

Essa que eu hei de amar perdidamente um dia
será tão loura, e clara, e vagarosa, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer luz e calor a essa alma escura e fria.

E quando ela passar, tudo o que eu não sentia
da vida há de acordar no coração, que vela…
E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela
como sombra feliz… — Tudo isso eu me dizia,

quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro
do poente, me dizia adeus, como um sol triste…

E falou-me de longe: "Eu passei a teu lado,
mas ias tão perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!"

Versos do dia

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Pessoal, estou fazendo agora no blog esses posts curtos com uns versinhos, pois nem sempre dá tempo de postar algo mais elaborado e para que a gente não fique sem a poesia nossa de cada dia!

Versos do dia

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