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Nos braços Dele (Larissa Rocha)

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É nos braços dele
Que a pele vira fogo
A respiração fica ofegante
E o coração perde o compasso.
É nos braços dele que a boca
Nos seus beijos se torna fruto
Na sua pele se torna flor
E os afetos são mais doces.
É nos braços dele
Que as estrelas são mais belas
Os aromas mais suaves
E o inverno é mais quente.
É nos braços dele que recito
Os versos mais amorosos
Só para vê-lo sorrir
E suspirar lendo Byron.
É nos braços dele que meu amor faz morada.

Mais poemas meus : http://www.astormentas.com/PT/par/poemas/Larissa%20Rocha

Versos do dia

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Despedida (Larissa Rocha)

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I
Se um dia, de mim te lembrares,
Faz de conta que morri
E quando te entregares
Aos lábios de outra paixão
Lembra-te dos versos que escrevi
Que falavam desta emoção.


II
Pensa em mim como saudosa lembrança
Que tens do teu passado
Passado cheio de esperança,
De desejos vãos,
De um sonho renegado
Que morreu em minhas mãos!


III
Não passarei de lembrança vaga
Que em teu coração virou dor
Até que um velho poema traga
Recordação para teus dias
E lembra-te do sonho de amor
Que no vazio tecias.

Para conhecer mais poemas meus >> http://www.astormentas.com/PT/par/poemas/Larissa%20Rocha

Versos do dia

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Ausência (Vinicius de Moraes)

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Neste instante, deixo Vinicius falar por mim o que me faltam palavras para dizer...

Eu deixarei que morra
em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu …

Cantiga (Cecília Meireles)

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Ai! A manhã primorosa
do pensamento...
Minha vida é uma pobre rosa
ao vento.

Passam arroios de cores
sobre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flores,
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Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe para onde vamos
agora.

Os jardins têm vida e morte,
noite e dia...
Quem conhecesse a sua sorte,
morria.

E é nisso que se resume
o sofrimento:
cai a flor, - e deixa o perfume
no vento!

Neste poema Cecília manifesta sensibilidade e lirismo delicado intimamente ligado a natureza (manhã, vento, flores, etc) compondo uma atmosfera de sonho. O que mais me chamou atenção na poesia acima foi a última estrofe, o perfume da flor continua existindo mesmo depois da destruição da forma que o gerou, como se fossem lembranças do passado.

Versos do dia

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