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Seio de virgem (Álvares de Azevedo)

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O que eu sonho noite e dia,
O que me dá poesia
E me torna a vida bela,
O que num brando roçar
Faz meu peito se agitar,
E o teu seio, donzela!

Oh! quem pintara o cetim
Desses limões de marfim,
Os leves cerúleos veios
Na brancura deslumbrante
E o tremido de teus seios?

Ouando os vejo, de paixão
Sinto pruridos na mão
De os apalpar e conter...
Sorriste do meu desejo?
Loucura! bastava um beijo
Para neles se morrer!

A bela encantada (Joaquim Manuel de Macedo)

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(...)

Se a visses... tão bela!... de branco vestida,
Coas negras madeixas no colo a ondear,
Tão só, qual princesa de um trono abatida,
Cismando ao luar...

Se a visses... tão branca, da lua ao palor
Uma harpa sonora então dedilhar,
E à margem do lago ternuras de amor
Essa harpa entornar...

Se então tu a visses... tão branca e tão bela
Com a harpa inclinada no seio ao revés,
Vertendo harmonias, com a lua sobre ela,
E o lago a seus pés...

Se a visses... não vejas, incauto mortal;
Ah! foge! ind'é tempo; não pares aqui;
Não fiques num sítio que é sítio fatal;
Se não — ai de ti!...

Não vejas a bela, que em vê-la há perigo;
Estila dos lábios amávio traidor;
Não vejas!... se a vires... — eu sei o que digo!... -
Tu morres de amor!

Versos do dia

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Poema: Por um olhar, um mundo
Autor: Gustavo Adolfo Bécquer

Versos do dia

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Poema: Quase
Autor: Fernando Pessoa

Eu te amo! (Larissa Rocha)

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Ouso chamar teu nome com carinho E pronuncio baixinho Eu te amo! A noite é testemunha silenciosa De minha confissão medrosa Eu te amo!
Sonhando em tocar teu coração Sussurro como uma oração Eu te amo! São três palavras proibidas Que mudariam nossas vidas Eu te amo! Sei que o mesmo não deves sentir Por favor, perdoe-me por repetir Eu te amo! Imagino se nesse instante Respondes-me com um distante Eu te amo. Mais poemas meus em >> http://www.astormentas.com/PT/par/poemas/Larissa%20Rocha 

Poema sobre a recusa (Maria Teresa Horta)

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Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.

To Caroline (George Gordon Byron)

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You say you love, and yet your eye
No symptom of that love conveys, You say you love, yet know not why, Your cheek no sign of love betrays. Ah! did that breast with ardour glow, With me alone it joy could know, Or feel with me the listless woe, Which racks my heart when far from thee.
Whene'er we meet my blushes rise, And mantle through my purpled cheek, But yet no blush to mine replies, Nor e'en your eyes your love bespeak.
Your voice alone declares your flame, And though so sweet it breathes my name, Our passions still are not the same; Alas! you cannot love like me. For e'en your lip seems steep'd in snow, And though so oft it meets my kiss, It burns with no responsive glow, Nor melts like mine in dewy bliss. Ah! what are words to love like mine, Though uttered by a voice like thine, I still in murmurs must repine, And think that love can ne'er be true,
Which meets me with no joyous sign, Without a sigh which bids adieu; How different is my love from thine, How keen m…