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Se as minhas mãos pudessem desfolhar (Federico García Lorca)

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 Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Quem sabe um dia (Mário Quintana)

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Quem
sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois

Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Versos do dia

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Texto de Luis Rodrigues

Teu nome (Larissa Rocha)

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Teu nome é para mim como uma prece Chamo-o com uma adoração louca Quando digo, sinto o que me parece Uma carícia ao sair da minha boca
Posto que tu és como Deus Teu nome não se fala em vão Apenas sussurrado entre os lábios teus, Um segredo guardado em meu coração.
À noite um suspiro tremulou no peito meu Quando o disse em meu sonho – isto só eu sei. Não me olhes assim... que culpa tenho eu? Culpado é quem te deu esse nome de rei! Teu nome que já foi meu mantra sagrado, Mantive-o em segredo por amor É o sinônimo de um sonho despedaçado... Hoje só de ouvi-lo sinto uma pontada de dor!
Mais poemas meus em : http://www.astormentas.com/PT/par/poemas/Larissa%20Rocha

Versos do dia

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Autor : Ruy Belo 

Esta manhã encontrei o teu nome (Maria do Rosário Pedreira)

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Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.

No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida

foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama

e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.

Versos do dia

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Poema: Stanzas to Jessy  Autor: Lordy Byron "Há duas almas, cujo igual fluxo em fluxo suave tão calmamente correm que quando elas se separam- elas se separam?- ah não! elas não pode se separar- essas amlmas são uma"