terça-feira, 9 de abril de 2013

Os versos que te beijam (Larissa Rocha)



Eis o que mais me entristece:
Amo-te tanto e nunca te beijei!
Ainda guardo em meus lábios
Todos os beijos que não te dei

Por isso ainda te mando versos
Como quem manda beijos
Para que eles te alcancem suaves
E deixem claros meus desejos

Minhas palavras viajam muito
Só para beijar-te a boca
Este é meu único intuito.

São palavras sem muita importância,
Mas aceita estes versos meus
Que te beijam à distância!

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sábado, 6 de abril de 2013

Volta pra mim (Larissa Rocha)



Volta pra mim, amor... Sinto tanta saudade!
Talvez não passe de um sonho intangível
Mas não quero viver nessa realidade
Sem ti, viver já se tornou impossível!

Se ainda resta algo do nosso amor
Volta... Não consigo te esquecer.
Ainda te amo... Volta, por favor!
Tu bem sabes que não quero te perder

Tenho ainda algumas coisas para te falar
Do nosso amor eu nunca desisti,
Essa distancia não pode acabar
Com o amor que sinto por ti

Eu não me acostumo com a tua ausência
Por isso ainda te espero e te procuro
Simplesmente tu és já minha essência
Só quero fazer parte do teu futuro

Ainda te quero de qualquer jeito
As coisas não precisam ser assim
Sei que nada mais será perfeito
Não importa como, apenas volta pra mim!

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Meu maior martírio (Larissa Rocha)



Meu maior martírio é não saber
Quando ou se tu voltarás um dia
É isso que enche minhas noites
De uma insuportável agonia

A angústia que castiga meu peito
É quando a noite chega, mas tu não.
É quando dá a nossa hora
E ela só traz frio e solidão

Perdoa, mas não consigo conter o choro.
As constelações, mal posso esperar para vê-las
Pois meu único consolo é ver
O brilho dos teus olhos na luz das estrelas.

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A louca (Larissa Rocha)

Para Marcelo


Desde o dia que te vi partir
Ando feito louca na rua
Vivo quase sem existir
E tudo isso é culpa tua!

Enlouqueci ainda na flor da idade
Sei que não foi tua intenção me magoar
Mas me diz como manter a sanidade
Se não posso mais te amar?

Ando com a alma atormentada
E ainda escuto tua voz na minha cabeça
Não me deixes aqui abandonada
Se não queres que eu enlouqueça

Passo o dia encolhida pelos cantos
E ouço dizer: “pobrezinha, enlouqueceu!”
Quando os outros me veem aos prantos
Entre soluços a chamar o nome teu

Lagrimas inundam os olhos meus
Quando sozinha na escuridão
Lembro-me do teu último “adeus”
Aquele que me fez perder a razão!




"Ai, a rua escura, o vento frio
Esta saudade, este vazio
Esta vontade de chorar
Ai, tua distância tão amiga
Esta ternura tão antiga
E o desencanto de esperar
Sim, eu não te amo porque quero
Ai, se eu pudesse esqueceria!
Vivo e vivo só porque te espero
Ai, esta amargura, esta agonia"




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domingo, 31 de março de 2013

Persistência (Larissa Rocha)



Luto contra o tempo aliado à distância
Pois o tempo sem ti passa impiedoso
E para tornar tudo mais doloroso
Ainda há tua habitual inconstância

E porque teu amor me é essencial
Prefiro acreditar que tudo vai dar certo
Que um dia vou te ter por perto
Luto porque te amo de um jeito visceral

Esta luta incansável simplesmente me assusta
Tuas palavras me deixam hesitante
E não acho a luta nem um pouco justa

Luto contra o risco iminente de te perder
Tenho medo de que me esqueças
Pois sei que nunca vou te esquecer 




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quinta-feira, 28 de março de 2013

Intimidade (Fernando Namora)



Que ninguém
hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao mundo.

Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.

terça-feira, 26 de março de 2013

Um minuto (Larissa Rocha)



Hoje durante um minuto olhei para ele,
Fazia tanto tempo que não o via...
Muito tempo, não encontrava aqueles olhos
Relembrei o jeito que ele falava e sorria

Lembrei-me quando ele passava por mim de manhã
E me mandava aquele sorriso sempre educado
Então depois levava ao chão o olhar tímido
Toda vez que passava ao meu lado.

E nunca escrevi para ele, que pecado!
Mas sempre que ele passava
Eu me perguntava se ele percebia
Que o meu coração frágil disparava.

E hoje, durante um minuto olhei para ele
De um jeito quase obsessivo, mas ele não percebeu
Sua boca se contorcia num sorriso divertido
Eu vi o seu sorriso, mas ele não viu o meu.

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Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)