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Maio (Larissa Rocha)

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Maio já se vai quase todo Nada é como era no início do mês Sinto o peito carregado Por várias emoções de uma só vez
Muita coisa mudou, acho que até eu mudei. Apesar de temer o futuro Ainda sonho e sinto como sempre, A esperança é meu lugar seguro
De repente uma tristeza sem explicação... É forte o sabor da despedida Seja lá isso bom ou ruim Maio foi o mês que mudou minha vida!

O corpo não espera (Jorge de Sena)

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O corpo não espera. Não. Por nós  ou pelo amor. Este pousar de mãos,  tão reticente e que interroga a sós  a tépida secura acetinada,  a que palpita por adivinhada  em solitários movimentos vãos;  este pousar em que não estamos nós,  mas uma sêde, uma memória, tudo  o que sabemos de tocar desnudo  o corpo que não espera; este pousar  que não conhece, nada vê, nem nada  ousa temer no seu temor agudo... 
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,  quando um de nós ou quando o amor chegou.

Versos do dia

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Poema: Beijo
Poeta: Jorge de Sena

De que me rio eu? Eu rio horas e horas (António Patrício)

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De que me rio eu?... Eu rio horas e horas  só para me esquecer, para me não sentir.  Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;  passo a vida febril inquietantemente a rir. 
Eu rio porque tenho medo, um terror vago  de me sentir a sós e de me interrogar;  rio pra não ouvir a voz do mar pressago  nem a das coisas mudas a chorar. 
Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim  o mistério de tudo o que me cerca  e a dor de não saber porque vivo assim.
Quem vê teu riso, não imagina a dor que se esconde atrás dele! Rir para não chorar... Quem nunca?! Todos usam máscaras para esconder os verdadeiros sentimentos mas é bom as vezes chorar pois só assim descobrimos que, como diria Sérgio Jockyman, " Oriso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano".

Versos do dia

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É assim... e tu bem sabes.




















Poema: O teu riso
Autor: Pablo Neruda

Vai-te, Poesia! (José Gomes Ferreira)

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Vai-te, Poesia! 
Deixa-me ver a vida  exacta e intolerável  neste planeta feito de carne humana a chorar  onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos  com bandeiras de lume nos olhos,  para fabricar sonhos  carregados de dinamite de lágrimas. 
Vai-te, Poesia! 
Não quero cantar.  Quero gritar!

Perdidamente Florbela

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"E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
traçam gestos de sonhos pelo ar..."


Eu assisti à minissérie "Perdidamente Florbela" que é uma biografia da maravilhosa poetisa Florbela Espanca, esta é a história de uma mulher "apaixonada e que apaixonou" e me deixou, sem dúvidas, ainda mais apaixonada por esse grande nome da poesia portuguesa! Um retrato da vida íntima de Florbela, com todos seus escândalos e paixões, eis aí uma mulher que viveu intensamente e com uma sede de amar. Seu sofrimento e seus conflitos internos, assim como todas as polêmicas que ainda cercam sua vida foram contadas de uma forma belíssima, e só poderia ser. Com direção de Vicente Alves do ó e estrelando Dalila Carmo no papel de Florbela, quem quiser conferir já está disponível no youtube a minissérie em três partes:aqui





Eu (Florbela Espanca)
Eu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte 
Sou a crucificada ... a dolorida ... 

Sombra d…