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Versos do dia

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Música: Espumas ao Vento Composição: Acioly Neto (1997)
"De uma coisa fique certa,amor A porta vai estar sempre aberta,amor O meu olhar vai dar uma festa,amor Na hora que você chegar"

Contigo aprendi coisas tão simples (Ruy Belo)

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Contigo aprendi coisas tão simples como a forma de convívio com o meu cabelo ralo e a diversa cor que há nos olhos das pessoas Só tu me acompanhastes súbitos momentos quando tudo ruía ao meu redor e me sentia só e no cabo do mundo Contigo fui cruel no dia a dia mais que mulher tu és já a minha única viúva Não posso dar-te mais do te dou este molhado olhar de homem que morre e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente

Não importa (Larissa Rocha)

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Não importa quanto tempo leve Quantas vidas eu tenha que viver De quantos sonhos tenha que abrir mão... Faria o que fosse preciso fazer
Não importa quantos versos eu escreva Nunca bastaria pra te falar do meu amor. Mesmo se eu sofrer, mesmo se chorar, Pra estar contigo, farei o que preciso for.
Saiba que também a distância não importa No meu pensamento posso te alcançar E toda vez que estiveres triste,
Terás meu abraço pra te acalmar!



Mais poemas meus aqui

Maio (Larissa Rocha)

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Maio já se vai quase todo Nada é como era no início do mês Sinto o peito carregado Por várias emoções de uma só vez
Muita coisa mudou, acho que até eu mudei. Apesar de temer o futuro Ainda sonho e sinto como sempre, A esperança é meu lugar seguro
De repente uma tristeza sem explicação... É forte o sabor da despedida Seja lá isso bom ou ruim Maio foi o mês que mudou minha vida!

O corpo não espera (Jorge de Sena)

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O corpo não espera. Não. Por nós  ou pelo amor. Este pousar de mãos,  tão reticente e que interroga a sós  a tépida secura acetinada,  a que palpita por adivinhada  em solitários movimentos vãos;  este pousar em que não estamos nós,  mas uma sêde, uma memória, tudo  o que sabemos de tocar desnudo  o corpo que não espera; este pousar  que não conhece, nada vê, nem nada  ousa temer no seu temor agudo... 
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,  quando um de nós ou quando o amor chegou.

Versos do dia

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Poema: Beijo
Poeta: Jorge de Sena

De que me rio eu? Eu rio horas e horas (António Patrício)

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De que me rio eu?... Eu rio horas e horas  só para me esquecer, para me não sentir.  Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;  passo a vida febril inquietantemente a rir. 
Eu rio porque tenho medo, um terror vago  de me sentir a sós e de me interrogar;  rio pra não ouvir a voz do mar pressago  nem a das coisas mudas a chorar. 
Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim  o mistério de tudo o que me cerca  e a dor de não saber porque vivo assim.
Quem vê teu riso, não imagina a dor que se esconde atrás dele! Rir para não chorar... Quem nunca?! Todos usam máscaras para esconder os verdadeiros sentimentos mas é bom as vezes chorar pois só assim descobrimos que, como diria Sérgio Jockyman, " Oriso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano".