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Minha crença (Larissa Rocha)

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“Eu sou teu deus”, ele me disse certa vez, Com um ar mais arrogante que bendito E a verdade é que eu o adoro, Ele é meu deus e é o único no qual acredito.
E foi assim que passei a crer nesse deus Forte e onipotente, cálido e sensual, Rogo-lhe para levar-me ao paraíso Divino com gosto de pecado original
Sagrada seja a luz daqueles olhos! Ele é meu maior pecado, e única salvação Minha perdição é em seus beijos e abraços E amá-lo tanto é minha vocação.

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Sem remédio (Florbela Espanca)

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Aqueles que me têm muito amor  Não sabem o que sinto e o que sou...  Não sabem que passou, um dia, a Dor  À minha porta e, nesse dia, entrou. 
E é desde então que eu sinto este pavor,  Este frio que anda em mim, e que gelou  O que de bom me deu Nosso Senhor!  Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! 
Sinto os passos de Dor, essa cadência  Que é já tortura infinda, que é demência!  Que é já vontade doida de gritar! 
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,  A mesma angústia funda, sem remédio,  Andando atrás de mim, sem me largar! 

Versos do dia

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Música: Espumas ao Vento Composição: Acioly Neto (1997)
"De uma coisa fique certa,amor A porta vai estar sempre aberta,amor O meu olhar vai dar uma festa,amor Na hora que você chegar"

Contigo aprendi coisas tão simples (Ruy Belo)

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Contigo aprendi coisas tão simples como a forma de convívio com o meu cabelo ralo e a diversa cor que há nos olhos das pessoas Só tu me acompanhastes súbitos momentos quando tudo ruía ao meu redor e me sentia só e no cabo do mundo Contigo fui cruel no dia a dia mais que mulher tu és já a minha única viúva Não posso dar-te mais do te dou este molhado olhar de homem que morre e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente

Não importa (Larissa Rocha)

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Não importa quanto tempo leve Quantas vidas eu tenha que viver De quantos sonhos tenha que abrir mão... Faria o que fosse preciso fazer
Não importa quantos versos eu escreva Nunca bastaria pra te falar do meu amor. Mesmo se eu sofrer, mesmo se chorar, Pra estar contigo, farei o que preciso for.
Saiba que também a distância não importa No meu pensamento posso te alcançar E toda vez que estiveres triste,
Terás meu abraço pra te acalmar!



Mais poemas meus aqui

Maio (Larissa Rocha)

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Maio já se vai quase todo Nada é como era no início do mês Sinto o peito carregado Por várias emoções de uma só vez
Muita coisa mudou, acho que até eu mudei. Apesar de temer o futuro Ainda sonho e sinto como sempre, A esperança é meu lugar seguro
De repente uma tristeza sem explicação... É forte o sabor da despedida Seja lá isso bom ou ruim Maio foi o mês que mudou minha vida!

O corpo não espera (Jorge de Sena)

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O corpo não espera. Não. Por nós  ou pelo amor. Este pousar de mãos,  tão reticente e que interroga a sós  a tépida secura acetinada,  a que palpita por adivinhada  em solitários movimentos vãos;  este pousar em que não estamos nós,  mas uma sêde, uma memória, tudo  o que sabemos de tocar desnudo  o corpo que não espera; este pousar  que não conhece, nada vê, nem nada  ousa temer no seu temor agudo... 
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,  quando um de nós ou quando o amor chegou.