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Meu coração (Larissa Rocha)

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Meu coração é como um quarto abafado Onde há muito tempo ninguém entra O mesmo velho perfume impregnado Onde a dor sempre se concentra
Mas de repente alguém abre uma janela Deixa a brisa fresca renovar o ar Deixa entrar a luz de uma manhã bela Então pude novamente respirar
Alguém que trouxe de volta a esperança Levou embora o a triste lembrança Esse alguém talvez seja Ele...
Alguém que trouxe de volta a poesia E me mostrou como aproveitar o dia Esse alguém só pode ser Ele!
Flor Bela Rocha
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Aos ombros dele (Larissa Rocha)

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Nunca me canso de olhar admirada As curvas tênues dos ombros dele, O tom claro da sua pele, Visão que me deixa hipnotizada 
É então que os desejos me consomem Quando ele despe a camisa, e com o peito desnudo Sou capaz de entregar-me em tudo Aos músculos fortes dos ombros desse homem.
E o desejo tanto  que quase não resisto À tentação de beijar essa fina película Seguir com os lábios a linha da clavícula Até o esterno, onde repousa uma medalha do cristo!
Flor Bela Rocha.

Vozes de um túmulo (Augusto dos anjos)

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Morri! E a Terra - a mãe comum - o brilho  Destes meus olhos apagou!... Assim  Tântalo, aos reais convivas, num festim,  Serviu as carnes do seu próprio filho! 
Por que para este cemitério vim?!  Por quê?! Antes da vida o angusto trilho  Palmilhasse, do que este que palmilho  E que me assombra, porque não tem fim! 
No ardor do sonho que o fronema exalta  Construí de orgulho ênea pirâmide alta,  Hoje, porém, que se desmoronou 
A pirâmide real do meu orgulho,  Hoje que apenas sou matéria e entulho  Tenho consciência de que nada sou! 

A efemeridade do ser humano por Augusto dos Anjos:  Nos versos acima fica clara a visão do poeta sobre a sociedade e sobre si mesmo, o "poeta do horrível" nos brinda mais uma vez com sua linguagem ácida e cheia de escárnio. No soneto Vozes de um túmulo são expostas as fraquezas humanas "Construí de orgulho ênea pirâmide alta" em contraposição com o fatalismo da morte e a incapacidade de alcançar a parte mais profunda do ser "Tenho consciência de q…

Poema (Mário Cesariny)

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Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto tão perto tão real que o meu corpo se transfigura e toca o seu próprio elemento num corpo que já não é seu num rio que desapareceu onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco

Minha crença (Larissa Rocha)

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“Eu sou teu deus”, ele me disse certa vez, Com um ar mais arrogante que bendito E a verdade é que eu o adoro, Ele é meu deus e é o único no qual acredito.
E foi assim que passei a crer nesse deus Forte e onipotente, cálido e sensual, Rogo-lhe para levar-me ao paraíso Divino com gosto de pecado original
Sagrada seja a luz daqueles olhos! Ele é meu maior pecado, e única salvação Minha perdição é em seus beijos e abraços E amá-lo tanto é minha vocação.

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Sem remédio (Florbela Espanca)

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Aqueles que me têm muito amor  Não sabem o que sinto e o que sou...  Não sabem que passou, um dia, a Dor  À minha porta e, nesse dia, entrou. 
E é desde então que eu sinto este pavor,  Este frio que anda em mim, e que gelou  O que de bom me deu Nosso Senhor!  Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! 
Sinto os passos de Dor, essa cadência  Que é já tortura infinda, que é demência!  Que é já vontade doida de gritar! 
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,  A mesma angústia funda, sem remédio,  Andando atrás de mim, sem me largar! 

Versos do dia

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Música: Espumas ao Vento Composição: Acioly Neto (1997)
"De uma coisa fique certa,amor A porta vai estar sempre aberta,amor O meu olhar vai dar uma festa,amor Na hora que você chegar"