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Desconcerto (Larissa Rocha)

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Tua ausência me desconcerta, de tal jeito Que não sei se cabe mais vazio em mim, Ando perdida, quase enlouquecida Temendo que este seja o nosso fim. Busco-te incessantemente, de um jeito insano Mas o silêncio vem de todos os lados... Mais um minuto sem ti e aqui estou Pagando por todos os meus pecados
Já pensei em todas as formar de lidar Com essa dor, que é saudade infinda Mas essa agonia, só tua presença alivia... Só o timbre confortante da tua voz linda
A saudade castiga como nunca fez antes Neste momento, o silêncio grita E tua falta, já me tirou quase tudo... Só uma folha em branco espera pra ser escrita.
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Eu queria tanto (Paulo Leminski)

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eu queria tanto ser um poeta maldito  a massa sofrendo enquanto eu profundo medito 
eu queria tanto  ser um poeta social  rosto queimado  pelo hálito das multidões 
em vez  olha eu aqui  pondo sal  nesta sopa rala  que mal vai dar para dois

Versos do dia

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Poema: Fui um doudo em sonhar tantos amores
Autor: Álvares de Azevedo 


Amor bastante (Paulo Leminski)

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quando eu vi você  tive uma idéia brilhante  foi como se eu olhasse  de dentro de um diamante  e meu olho ganhasse  mil faces num só instante 
basta um instante  e você tem amor bastante
----------------------------------------------------- Paulo Leminski Filho foi um dos mais importantes escritores brasileiros. Nascido em Curitiba (1944) ele foi poeta, romancista e tradutor. Em 1964, publica seus primeiros poemas na revista Invenção, editada por poetas concretistas, daí a influência na forma dos seus poemas. Da estética concretista, também vemos uma síntese entre linguagem coloquial e o vigor da forma, Leminski não abandona as rimas, que são essenciais para a estrutura rítmica dos seus poemas, como é possível perceber no poema acima. Outros elementos presentes em sua poesia são a eliminação de pontuação e uso exclusivo de letras minúsculas.
Referências: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2851/paulo-leminski> acessado em 01 mar 2015.


Sou um evadido (Fernando Pessoa)

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Sou um evadido. Logo que nasci  Fecharam-me em mim,  Ah, mas eu fugi. 
 Se a gente se cansa  Do mesmo lugar,  Do mesmo ser  Por que não se cansar? 
 Minha alma procura-me  Mas eu ando a monte,  Oxalá que ela  Nunca me encontre. 
 Ser um é cadeia,  Ser eu é não ser.  Viverei fugindo  Mas vivo a valer.
---------------------------------- Este poema, Pessoa faz uma reflexão filosófica: só é possível viver plenamente se libertando da carcaça do "eu". isso quer dizer que o ser nada mais é que uma prisão, e estar preso a esse ser imutável é o que impede o poeta de encontrar a verdadeira liberdade ("Do mesmo ser/ Por que não se cansar?").
Além disso, ele afirma "Ser um é cadeia,/ Ser eu é não ser", esse é seu argumento para buscar uma fuga dos limites do "eu", e nota-se que para ele, a própria tentativa de fugir de si mesmo já é sua grande conquista "Viverei fugindo/ Mas vivo a valer".
Refletindo sobre o que o poema nos tenta dizer, vemos que realmente nascemos …

Entrega (Larissa Rocha)

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Para V.
No teu abraço forte e quente Se dissipam todos os meus medos, Minhas lágrimas se fazem segredo Eu poderia viver assim eternamente...
Fora do teu laço, sou menina, Que triste e desamparada, chora As perdas e mágoas de outrora, Mas nos teus braços minha dor termina.
E como encontrei teu abraço, O melhor de toda minha vida! Agora me vejo aqui rendida Ao amor que achei no teu regaço
(Larissa Rocha)
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Ballerina (Larissa Rocha)

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Olá pessoal! 2015 finalmente chegou no blog, gostaria de desejar um ótimo ano para todos e dizer que não abandonei o blog não, as postagens estão menos frequentes por causa da faculdade que tem tomado uma grande parte do meu tempo.
O primeiro poema do ano é um poema meu em homenagem a todas as bailarinas, e em geral, a maravilhosa arte de dançar! 



"Voar sempre, cansa -  por isso ela corre 
em passo de dança" 
(Eugénia Tabosa)

Ela é um anjo na ponta dos pés Ela é um anjo, de asas fortes e elegantes, Com movimentos belos e graciosos Em cima do palco, ela tem olhos brilhantes.
Ela é um anjo que pode dançar Tem o poder de encantar toda a gente Com seus saltos e piruetas, está quase a voar E nada nunca a fez tão contente!

O vídeo a seguir é uma performance da minha bailarina preferida, Svetlana zakharova, vale a pena conferir:

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"Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez!"
(Friedrich Nietzsche)