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Mostrando postagens com o rótulo Fernando Pessoa

Para ser grande, sê inteiro: nada (Fernando Pessoa)

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  Para ser grande, sê inteiro: nada         Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és         No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda         Brilha, porque alta vive. Hoje, por acaso, lembrei desse lindo poema de Fernando Pessoa, que é um dos meus preferidos. Ele fala sobre como devemos ser íntegros e inteiros em tudo que fazemos (Põe quanto és / No mínimo que fazes.) e isto nos ajudará a encontrar a felicidade em cada pequena coisa. Segundo o poeta, também devemos fazer isso nos aceitando como somos, tanto as coisas boas quanto as ruins, pois é justamente essa soma que nos torna únicos e brilhantes, cada um a seu modo. A lua é um elemento importantíssimo no poema, já que ela, inteira, em sua plenitude, pode brilhar em cada lago, o que nos remete a um sentimento de tranquilidade, e funciona como uma metáfora...

Sou um evadido (Fernando Pessoa)

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Sou um evadido. Logo que nasci  Fecharam-me em mim,  Ah, mas eu fugi.   Se a gente se cansa  Do mesmo lugar,  Do mesmo ser  Por que não se cansar?   Minha alma procura-me  Mas eu ando a monte,  Oxalá que ela  Nunca me encontre.   Ser um é cadeia,  Ser eu é não ser.  Viverei fugindo  Mas vivo a valer. ---------------------------------- Este poema, Pessoa faz uma reflexão filosófica: só é possível viver plenamente se libertando da carcaça do "eu". isso quer dizer que o ser nada mais é que uma prisão, e estar preso a esse ser imutável é o que impede o poeta de encontrar a verdadeira liberdade (" Do mesmo ser/  Por que não se cansar?"). Além disso, ele afirma " Ser um é cadeia,/  Ser eu é não ser", esse é seu argumento para buscar uma fuga dos limites do "eu", e nota-se que para ele, a própria tentativa de fugir de si mesmo já é sua grande conquis...

Versos do dia

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Poema: Para ser grande, sê inteiro Poeta: Fernando Pessoa

Passei a noite toda, sem dormir (Fernando Pessoa)

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Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,  E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.  Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,  E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.  Amar é pensar.  E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.  Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.  Tenho uma grande distracção animada.  Quando desejo encontrá-la  Quase que prefiro não a encontrar,  Para não ter que a deixar depois.  Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só Pensar nela.  Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.