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Mostrando postagens com o rótulo escritor

O Amor, Meu Amor (Mia Couto)

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Nosso amor é impuro como impura é a luz e a água e tudo quanto nasce e vive além do tempo. Minhas pernas são água, as tuas são luz e dão a volta ao universo quando se enlaçam até se tornarem deserto e escuro. E eu sofro de te abraçar depois de te abraçar para não sofrer. E toco-te para deixares de ter corpo e o meu corpo nasce quando se extingue no teu. E respiro em ti para me sufocar e espreito em tua claridade para me cegar, meu Sol vertido em Lua, minha noite alvorecida. Tu me bebes e eu me converto na tua sede. Meus lábios mordem, meus dentes beijam, minha pele te veste e ficas ainda mais despida. Pudesse eu ser tu E em tua saudade ser a minha própria espera. Mas eu deito-me em teu leito Quando apenas queria dormir em ti. E sonho-te Quando ansiava ser um sonho teu. E levito, voo de semente, para em mim mesmo te plantar menos que flor: simples perfume, lembrança de pétala se...

Amor bastante (Paulo Leminski)

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quando eu vi você  tive uma idéia brilhante  foi como se eu olhasse  de dentro de um diamante  e meu olho ganhasse  mil faces num só instante  basta um instante  e você tem amor bastante ----------------------------------------------------- Paulo Leminski Filho foi um dos mais importantes escritores brasileiros. Nascido em Curitiba (1944) ele foi poeta, romancista e tradutor. Em 1964, publica seus primeiros poemas na revista Invenção, editada por poetas concretistas, daí a influência na forma dos seus poemas. Da estética concretista, também vemos uma síntese entre linguagem coloquial e o vigor da forma, Leminski não abandona as rimas, que são essenciais para a estrutura rítmica dos seus poemas, como é possível perceber no poema acima. Outros elementos presentes em sua poesia são a eliminação de pontuação e uso exclusivo de letras minúsculas. Referências: < http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2851/paulo-lemi...

Sou um evadido (Fernando Pessoa)

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Sou um evadido. Logo que nasci  Fecharam-me em mim,  Ah, mas eu fugi.   Se a gente se cansa  Do mesmo lugar,  Do mesmo ser  Por que não se cansar?   Minha alma procura-me  Mas eu ando a monte,  Oxalá que ela  Nunca me encontre.   Ser um é cadeia,  Ser eu é não ser.  Viverei fugindo  Mas vivo a valer. ---------------------------------- Este poema, Pessoa faz uma reflexão filosófica: só é possível viver plenamente se libertando da carcaça do "eu". isso quer dizer que o ser nada mais é que uma prisão, e estar preso a esse ser imutável é o que impede o poeta de encontrar a verdadeira liberdade (" Do mesmo ser/  Por que não se cansar?"). Além disso, ele afirma " Ser um é cadeia,/  Ser eu é não ser", esse é seu argumento para buscar uma fuga dos limites do "eu", e nota-se que para ele, a própria tentativa de fugir de si mesmo já é sua grande conquis...

Infinito (Larissa Rocha)

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Após concluir a leitura de   A culpa é das estrelas  (John Green), fiquei refletindo sobre o amor e sua suposta eternidade. Não sou a pessoa mais qualificada para fazer uma resenha crítica sobre o livro (se bem que eu gostaria muito de fazê-la) mas, se me perguntassem eu diria simplesmente "arrebatador"; O assunto principal desse post é que acabei tecendo alguns versos que na verdade são uma homenagem e eu gostaria de compartilhá-los. "Alguns infinitos são maiores que outros." (Green) (fonte da imagem http://www.intrinseca.com.br/blogdasseries/2012/07/fan-arts-de-a-culpa-e-das-estrelas/) Se teu olhar é suficiente para me deixar extasiada, Vem amor, não façamos promessa alguma Olhe bem fundo nos meus olhos... não diga nada Deixe apenas eu unir minha boca a tua. Os infinitos são sempre tão ambiciosos... Não caia nessa tentação, nessa vaidade, Só me ofereça esses lábios fervorosos, Que um beijo apaixonado dura uma eternidade! Faça...

Dia do escritor

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Porque escrever é confortante, porque escrever é como magica deixar transparecer emoção mais profunda, porque escrever é poder contar com um papel em branco como se fosse um amigo, porque escrevendo é quando eu não me sinto sozinha... E já não tenho nenhuma amarra, e me debruço sobre o caderno poisando sobre ele olhos, e peito, e alma. E quando muita vez uma lágrima molha o papel sei que alquilo que escrevi é também parte de mim... Escrever me eleva e me sinto como que tocando o céu, Escrever... Te tornas maior que todos os homens. - Larissa Rocha