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Recomeço

Olá, leitor do Amor do Poeta! Se você está lendo esse post, ou já leu qualquer outro aqui no blog, eu gostaria de agradecer sua visita, é muito importante para mim, sinta-se bem-vindo(a), esse espaço é tão seu quanto meu.  Esse blog é um projeto que começou em 2011, com o objetivo de compartilhar meus poemas preferidos, e alguns de minha própria autoria. De lá até aqui, muita coisa aconteceu na minha vida, e passear pelas postagens mais antigas do blog é, para mim, como abrir uma cápsula do tempo. As angústias daquela época foram substituídas por novas, mas muitas paixões e alegrias permaneceram. É engraçado olhar para o "eu" do passado, e sentir aquele misto de orgulho e saudade, mas eu estou voltando a escrever no blog porque eu preciso dar uma olhada melhor no "eu" do presente.  Você pode ter percebido que o blog possui alguns gaps nas publicações (entrou em uma fenda espaço-temporal por alguns anos), mas estou tentando revivê-lo agora, porque a vida é uma ...

Versos do dia

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Poema: Amor, então, Autor: Paulo Leminski

Quando eu te vejo (Larissa Rocha)

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Quando eu te vejo, reparo logo em teus olhos… Olhar escuro sensual, profundo como tua alma. Em seguida, teus dentes perfeitos num lindo sorriso, O som do teu riso me envolve e me acalma. Quanto eu te vejo, passo bem perto de ti… O suficiente para sentir teu cheiro, e inspiro O frescor do teu perfume inebriante, Poderia ter esse perfume todo o ar que respiro… E o jeito que tu caminhas triunfante Revela teu porte de semideus, Reparo em teu jeito de andar elegante. Te ver é como ter uma visão do paraíso És o mais belo dos sonhos meus, E quando eu te vejo, perco o que me resta de juízo.

Poema instantâneo (Larissa Rocha)

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Um poema Num instante Que dura um olhar Uma boca Hesitante Que anseia por beijar Uma aflição Constante De amar ou não amar!

Natimorto

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Tenho pena dos meus poemas Que morrem no primeiro verso Eles contariam meus dilemas Mas se perdem em outro universo Eles morrem antes da criação E se vão deste mundo Quando eu perco a inspiração Abandono o verso moribundo Ai de mim! Que mal me roubou O verso e a prosa? Que minha vida sem poesia É como espinhos sem rosa! Mais poemas meus  aqui

Não importa (Larissa Rocha)

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Não importa quanto tempo leve Quantas vidas eu tenha que viver De quantos sonhos tenha que abrir mão... Faria o que fosse preciso fazer Não importa quantos versos eu escreva Nunca bastaria pra te falar do meu amor. Mesmo se eu sofrer, mesmo se chorar, Pra estar contigo, farei o que preciso for. Saiba que também a distância não importa No meu pensamento posso te alcançar E toda vez que estiveres triste, Terás meu abraço pra te acalmar! Mais poemas meus  aqui

Vai-te, Poesia! (José Gomes Ferreira)

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Vai-te, Poesia!  Deixa-me ver a vida  exacta e intolerável  neste planeta feito de carne humana a chorar  onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos  com bandeiras de lume nos olhos,  para fabricar sonhos  carregados de dinamite de lágrimas.  Vai-te, Poesia!  Não quero cantar.  Quero gritar!

Perdidamente Florbela

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"E as minhas mãos, uns pálidos veludos, traçam gestos de sonhos pelo ar..." Eu assisti à minissérie "Perdidamente Florbela" que é uma biografia da maravilhosa poetisa Florbela Espanca, esta é a história de uma mulher "apaixonada e que apaixonou" e me deixou, sem dúvidas, ainda mais apaixonada por esse grande nome da poesia portuguesa!  Um retrato da vida íntima de Florbela, com todos seus escândalos e paixões, eis aí uma mulher que viveu intensamente e com uma sede de amar. Seu sofrimento e seus conflitos internos, assim como todas as polêmicas que ainda cercam sua vida foram contadas de uma forma belíssima, e só poderia ser . Com direção de Vicente Alves do ó e estrelando Dalila Carmo no papel de Florbela, quem quiser conferir já está disponível no youtube a minissérie em três partes:   aqui Eu (Florbela Espanca) Eu sou a que no mundo anda perdida,  Eu sou a que na vida não tem norte,  Sou a irmã do Sonho, e desta sorte  Sou...

Dia da mulher

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Gostaria hoje, de fazer uma sigela homenagem às mulheres... À mulher que é toda emoção e coragem, força e delicadeza, linda e apaixonada, principalmente às grandes mulheres da poesia em língua portuquesa,as mais conhecidas (Adélia Prado, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Florbela Espanca, Maria Teresa Horta, etc,) e as que ficaram nas sombras, e à toda mulher que, como eu, já pôs seus sentimentos em forma de verso e tornaram a literatura ainda mais bela! Obrigada, poetisas! Aqui vão alguns versos que escolhi com muito carinho para esta data:   Sou uma mulher madura Que às vezes anda de balanço Sou uma criança insegura Que às vezes usa salto alto Sou uma mulher que balança Sou uma criança que atura (martha medeiros) Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores. (Cora Coralina)    

Quem sabe um dia (Mário Quintana)

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  Quem sabe um dia Quem sabe um seremos Quem sabe um viveremos Quem sabe um morreremos! Quem é que Quem é macho Quem é fêmea Quem é humano, apenas! Sabe amar Sabe de mim e de si Sabe de nós Sabe ser um! Um dia Um mês Um ano Um(a) vida! Sentir primeiro, pensar depois Perdoar primeiro, julgar depois Amar primeiro, educar depois Esquecer primeiro, aprender depois Libertar primeiro, ensinar depois Alimentar primeiro, cantar depois Possuir primeiro, contemplar depois Agir primeiro, julgar depois Navegar primeiro, aportar depois Viver primeiro, morrer depois

Pássaro (Larissa Rocha)

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  costumava ouvir cantar um pássaro de melodia que embora dolorosa, pousava triunfante em meu papel. mas lhe arrancaram uma fibra nervosa agora já de voz rouca não mais em minha boca vem derramar seu mel. voz cansada, canção fraca...adoeceu talvez vi-o padecer dia após dia até que de minha folha voou hoje raramente me lembro de sua melodia. o que aconteceu, amigo? o que houve contigo? acaso a fonte onde bebias secou?   Mais poemas meus em http://www.astormentas.com/PT/par/poemas/Larissa%20Rocha 

Versos do dia

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Autor: Álvares de Azevedo Poema: Página rota

Versos do dia

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Horas Mortas (Alberto de Oliveira)

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  Breve momento após comprido dia De incômodos, de penas, de cansaço Inda o corpo a sentir quebrado e lasso, Posso a ti me entregar, doce Poesia. Desta janela aberta, à luz tardia Do luar em cheio a clarear no espaço, Vejo-te vir, ouço-te o leve passo Na transparência azul da noite fria. Chegas. O ósculo teu me vivifica Mas é tão tarde! Rápido flutuas Tornando logo à etérea imensidade; E na mesa em que escrevo apenas fica Sobre o papel — rastro das asas tuas, Um verso, um pensamento, uma saudade.

Teus Olhos (Junqueira Freire)

Luís José Junqueira Freire, poeta baiano que junto com Alvares de Azevedo faz parte da segunda geração do romantismo brasileiro. Que lindos olhos Que estão em ti! Tão lindos olhos Eu nunca vi... Pode haver belos Mas não tais quais; Não há no mundo Quem tenha iguais. São dois luzeiros, São dois faróis: Dois claros astros, Dois vivos sóis. Olhos que roubam A luz de Deus: Só estes olhos Podem ser teus. Olhos que falam Ao coração: Olhos que sabem Dizer paixão. Têm tal encanto Os olhos teus! — Quem pode mais? Eles ou Deus?

As sem-razões do amor (Carlos Drummond de Andrade)

Eu te amo porque te amo, Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor. (Carlos Drummond de Andrade)