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Mostrando postagens com o rótulo romantismo

Beleza (Almeida Garrett)

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Vem do amor a Beleza, Como a luz vem da chama. É lei da natureza: Queres ser bela? - ama. Formas de encantar, Na tela o pincel As pode pintar; No bronze o buril As sabe gravar; E estátua gentil Fazer o cinzel Da pedra mais dura... Mas Beleza é isso? - Não; só formosura. Sorrindo entre dores Ao filho que adora Inda antes de o ver - Qual sorri a aurora Chorando nas flores Que estão por nascer – A mãe é a mais bela das obras de Deus. Se ela ama! - O mais puro do fogo dos céus Lhe ateia essa chama de luz cristalina: É a luz divina Que nunca mudou, É luz... é a Beleza Em toda a pureza Que Deus a criou. -in "Folhas Caídas"

Versos do dia

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Poema: Fui um doudo em sonhar tantos amores Autor: Álvares de Azevedo 

Ballerina (Larissa Rocha)

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Olá pessoal!  2015 finalmente chegou no blog, gostaria de desejar um ótimo ano para todos e dizer que não abandonei o blog não, as postagens estão menos frequentes por causa da faculdade que tem tomado uma grande parte do meu tempo. O primeiro poema do ano é um poema meu em homenagem a todas as bailarinas, e em geral, a maravilhosa arte de dançar!  "Voar sempre, cansa -  por isso ela corre  em passo de dança"  (Eugénia Tabosa) Ela é um anjo na ponta dos pés Ela é um anjo, de asas fortes e elegantes, Com movimentos belos e graciosos Em cima do palco, ela tem olhos brilhantes. Ela é um anjo que pode dançar Tem o poder de encantar toda a gente Com seus saltos e piruetas, está quase a voar E nada nunca a fez tão contente! O vídeo a seguir é uma performance da minha bailarina preferida, Svetlana zakharova, vale a pena conferir:   Para mais poemas meus clique  aqui "Perdido seja para nós aquele dia ...

Minha crença (Larissa Rocha)

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“Eu sou teu deus”, ele me disse certa vez, Com um ar mais arrogante que bendito E a verdade é que eu o adoro, Ele é meu deus e é o único no qual acredito. E foi assim que passei a crer nesse deus Forte e onipotente, cálido e sensual, Rogo-lhe para levar-me ao paraíso Divino com gosto de pecado original Sagrada seja a luz daqueles olhos! Ele é meu maior pecado, e única salvação Minha perdição é em seus beijos e abraços E amá-lo tanto é minha vocação.   Mais poemas meus  aqui

Versos do dia

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É assim... e tu bem sabes. Poema: O teu riso Autor: Pablo Neruda

Fui um doudo em sonhar tantos amores (Álvares de Azevedo)

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Fui um doudo em sonhar tantos amores... Que loucura, meu Deus! Em expandir-lhe aos pés, pobre insensato, Todos os sonhos meus!   E ela, triste mulher, ela tão bela, Dos seus anos na flor, Por que havia sagrar pelos meus sonhos Um suspiro de amor?   Um beijo — um beijo só! eu não pedia Senão um beijo seu E nas horas do amor e do silêncio Juntá-la ao peito meu!   (..)   Meus Deus! por que sonhei e assim por ela Perdi a noite ardente... Se devia acordar dessa esperança, E o sonho era demente?...   Eu nada lhe pedi: ousei apenas Junto dela, à noitinha, Nos meus delírios apertar tremendo A sua mão na minha!   (...)   Mas vota ao menos no lembrar saudoso Um ai ao sonhador... Deus sabe se te amei!... Não te maldigo, Maldigo o meu amor!...   Mas não... inda uma vez... Não posso ainda Dizer o eterno adeus E a sangue frio renegar dos sonhos E blasfemar de Deus...

Teu nome (Larissa Rocha)

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Teu nome é para mim como uma prece Chamo-o com uma adoração louca Quando digo, sinto o que me parece Uma carícia ao sair da minha boca   Posto que tu és como Deus Teu nome não se fala em vão Apenas sussurrado entre os lábios teus, Um segredo guardado em meu coração.   À noite um suspiro tremulou no peito meu Quando o disse em meu sonho – isto só eu sei. Não me olhes assim... que culpa tenho eu? Culpado é quem te deu esse nome de rei!     Teu nome que já foi meu mantra sagrado, Mantive-o em segredo por amor É o sinônimo de um sonho despedaçado... Hoje só de ouvi-lo sinto uma pontada de dor! Mais poemas meus em : http://www.astormentas.com/PT/par/poemas/Larissa%20Rocha

Fanatismo (Florbela Espanca)

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Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos de te ver! Não és sequer razão de meu viver, Pois que tu és já toda a minha vida! Não vejo nada assim enlouquecida… Passo no mundo, meu Amor, a ler No misterioso livro do teu ser A mesma história tantas vezes lida! “Tudo no mundo é frágil, tudo passa…” Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim! E, olhos postos em ti, vivo de rastros: “Ah! Podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Versos do dia

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Autor: Álvares de Azevedo Poema: Página rota

A bela encantada (Joaquim Manuel de Macedo)

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  (...) Se a visses... tão bela!... de branco vestida, Coas negras madeixas no colo a ondear, Tão só, qual princesa de um trono abatida, Cismando ao luar... Se a visses... tão branca, da lua ao palor Uma harpa sonora então dedilhar, E à margem do lago ternuras de amor Essa harpa entornar... Se então tu a visses... tão branca e tão bela Com a harpa inclinada no seio ao revés, Vertendo harmonias, com a lua sobre ela, E o lago a seus pés... Se a visses... não vejas, incauto mortal; Ah! foge! ind'é tempo; não pares aqui; Não fiques num sítio que é sítio fatal; Se não — ai de ti!... Não vejas a bela, que em vê-la há perigo; Estila dos lábios amávio traidor; Não vejas!... se a vires... — eu sei o que digo!... - Tu morres de amor!

To Caroline (George Gordon Byron)

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You say you love, and yet your eye No symptom of that love conveys, You say you love, yet know not why, Your cheek no sign of love betrays.   Ah! did that breast with ardour glow, With me alone it joy could know, Or feel with me the listless woe, Which racks my heart when far from thee. Whene'er we meet my blushes rise, And mantle through my purpled cheek, But yet no blush to mine replies, Nor e'en your eyes your love bespeak.   Your voice alone declares your flame, And though so sweet it breathes my name, Our passions still are not the same; Alas! you cannot love like me.   For e'en your lip seems steep'd in snow, And though so oft it meets my kiss, It burns with no responsive glow, Nor melts like mine in dewy bliss.   Ah! what are words to love like mine, Though uttered by a voice like thine, I still in murmurs must repine, And think that love can ne'er be true,   Which mee...

Se te amo, não sei! (Gonçalves Dias)

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  Amar! se te amo, não sei. Oiço aí pronunciar Essa palavra de modo Que não sei o que é amar. Se amar é sonhar contigo, Se é pensar, velando, em ti, Se é ter-te n'alma presente Todo esquecido de mim! Se é cobiçar-te, querer-te Como uma bênção dos céus A ti somente na terra Como lá em cima a Deus; Se é dar a vida, o futuro, Para dizer que te amei: Amo; porém se te amo Como oiço dizer, — não sei.  

Por mim (Álvares de Azevedo)

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  Teus negros olhos uma vez fitando Senti que luz mais branda os acendia, Pálida de langor, eu vi, te olhando, Mulher do meu amor, meu serafim, Esse amor que em teus olhos refletia... Talvez! - era por mim? Pendeste, suspirando, a face pura, Morreu nos lábios teus um ai perdido... Tão ébrio de paixão e de ventura! Mulher de meu amor, meu serafim, Por quem era o suspiro amortecido? Suspiravas por mim?... Mas... eu sei!... ai de mim? Eu vi na dança Um olhar que em teus olhos se fitava... Ouvi outro suspiro... d'esperança! Mulher do meu amor, meu serafim, Teu olhar, teu suspiro que matava... Oh! não eram por mim.

O primeiro encontro (Larissa Rocha)

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  Se meus olhos cegos de paixão Encontrarem com os teus Nesse dia... Ai meu deus! O que eles dirão? Quando eu finalmente encontrar Teus olhos verdes-claros De beleza e brilho raros Ficarei pálida como o luar. No acelerar do coração Quando as mãos se unirem E se as palavras sumirem? O que faremos então? No calor da tua tez Deslizo os dedos vacilantes Até teus lábios delirantes Suspirarem de languidez! Da palavra já esquecida Ficará claro o desejo... Dar-te-ei só um beijo, O melhor de tua vida!   Mais poemas meus em http://www.astormentas.com/PT/par/poemas/Larissa%20Rocha 

Canção do exílio (Gonçalves Dias)

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É  claro que Goncalves Dias era um romântico e sonhador, sua obra está incluída na primeira geração do romantismo, que tinha um forte carater nacionalista e acima de tudo idealista , existe inclusive um trecho do poema no hino nacional:   " Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores." Contudo, achei interessante que fosse esse o poema a ser escolhido, enfim, aqui vai o poema em consideração ao dia da independência:   Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar — sozinho, à noite — Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permit...

Não me deixes! (Gonçalves Dias)

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Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão À corrente, onde bela se mirava: "Ai, não me deixes, não! "Comigo fica ou leva-me contigo "Dos mares à amplidão; "Límpido ou turvo, te amarei constante; "Mas não me deixes, não!" E a corrente passava; novas águas Após as outras vão; E a flor sempre a dizer curva na fonte: "Ai, não me deixes, não!" E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor, e sempre embalde: "Ai, não me deixes, não!" Por fim desfalecida e a cor murchada, Quase a lamber o chão, Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse, não. A corrente impiedosa a flor enleia, Leva-a do seu torrão; A afundar-se dizia a pobrezinha: "Não me deixaste, não!"

Desejo (Casimiro de Abreu)

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Se eu soubesse que no mundo Existia um coração, Que só por mim palpitasse De amor em terna expansão; Do peito calara as mágoas, Bem feliz eu era então! Se essa mulher fosse linda Como os anjos lindos são, Se tivesse quinze anos, Se fosse rosa em botão, Se inda brincasse inocente Descuidosa no gazão; Se tivesse a tez morena, Os olhos com expressão, Negros, negros, que matassem, Que morressem de paixão, Impondo sempre tiranos Um jugo de sedução; Se as tranças fossem escuras, Lá castanhas é que não, E que caíssem formosas Ao sopro da viração, Sobre uns ombros torneados, Em amável confusão; Se a fronte pura e serena Brilhasse dinspiração, Se o tronco fosse flexível Como a rama do chorão, Se tivesse os lábios rubros, Pé pequeno e linda mão; Se a voz fosse harmoniosa Como dharpa a vibração, Suave como a da rola Que geme na solidão, Apaixonada e sentida Como do bardo a canção; E se o peito lhe ondulasse Em suave ondulação, Ocultando em brancas vestes Na mais branda comoção Tesouros de seio...

She walks in beauty (Byron)

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Geralmente eu posto aqui no blog poemas em língua portuguesa, porém gosto muito de Lord Byron e este é um daqueles dias em que estou com vontade de ler um autor específico, então resolvi postar este poema chamado Ela caminha na beleza, onde ele basicamente descreve a mulher amada de forma romântica e idealizadora. She walks in beauty, like the night Of cloudless climes and starry skies; And all that's best of dark and bright Meet in her aspect and her eyes: Thus mellow'd to that tender light Which heaven to gaudy day denies. One shade more, one ray less, Had half impair'd the nameless grace Which waves in every raven tress, Or softly lightens o'er her face; Where thoughts serenely sweet express How pure, how dear their dwelling place. And on that cheek, and o'er that brow So soft, so calm, yet eloquent, The smiles that win, the tints that glow, But tell of days in goodness spent, A mind at peace with all b...

Este inferno de amar (Almeida Garrett)

Este inferno de amar — como eu amo! Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi? Esta chama que alenta e consome, Que é a vida — e que a vida destrói — Como é que se veio a atear, Quando — ai quando se há-de ela apagar?   Eu não sei, não me lembra; o passado, A outra vida que dantes vivi Era um sonho talvez… — foi um sonho — Em que paz tão serena a dormi! Oh! que doce era aquele sonhar… Quem me veio, ai de mim! despertar?   Só me lembra que um dia formoso Eu passei… dava o Sol tanta luz! E os meus olhos, que vagos giravam, Que fez ela? Eu que fiz? — Não no sei Mas nessa hora a viver comecei…