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Mostrando postagens com o rótulo inconstância

Sou um evadido (Fernando Pessoa)

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Sou um evadido. Logo que nasci  Fecharam-me em mim,  Ah, mas eu fugi.   Se a gente se cansa  Do mesmo lugar,  Do mesmo ser  Por que não se cansar?   Minha alma procura-me  Mas eu ando a monte,  Oxalá que ela  Nunca me encontre.   Ser um é cadeia,  Ser eu é não ser.  Viverei fugindo  Mas vivo a valer. ---------------------------------- Este poema, Pessoa faz uma reflexão filosófica: só é possível viver plenamente se libertando da carcaça do "eu". isso quer dizer que o ser nada mais é que uma prisão, e estar preso a esse ser imutável é o que impede o poeta de encontrar a verdadeira liberdade (" Do mesmo ser/  Por que não se cansar?"). Além disso, ele afirma " Ser um é cadeia,/  Ser eu é não ser", esse é seu argumento para buscar uma fuga dos limites do "eu", e nota-se que para ele, a própria tentativa de fugir de si mesmo já é sua grande conquis...

Simples assim...

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Persistência (Larissa Rocha)

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Luto contra o tempo aliado à distância Pois o tempo sem ti passa impiedoso E para tornar tudo mais doloroso Ainda há tua habitual inconstância E porque teu amor me é essencial Prefiro acreditar que tudo vai dar certo Que um dia vou te ter por perto Luto porque te amo de um jeito visceral Esta luta incansável simplesmente me assusta Tuas palavras me deixam hesitante E não acho a luta nem um pouco justa Luto contra o risco iminente de te perder Tenho medo de que me esqueças Pois sei que nunca vou te esquecer  Mais poemas meus  aqui

Versos do dia

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Quanto mais claro Vejo em mim, mais escuro é o que vejo. Quanto mais compreendo Menos me sinto compreendido. Ó horror paradoxal deste pensar... (Fernando Pessoa) P.S. : Como estou tendo problemas com o carregador de imagens do bolgger, nesse post os versos do dia estarão separados da imagem.

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia (Gregório de Matos)

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N este poema Gregório de Matos reconhece a efemridade da vida e admite um paradoxo: a instabilidade do mundo como única circunstância constante. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria.    Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se formosa a Luz é, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia?   Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza.   Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.