quinta-feira, 19 de julho de 2012

Desejo-te quando longe (David Lobo Cordeiro)


Quero-te tanto não te tendo
Tendo-te tão pouco te quero
Não te tendo não me entendo
Ao ter-te não me tolero

Ao ter-te apenas pouco, te amo
Meros minutos . . . eternidades . . .
Logo cessam as vaidades
Quando partes, logo te chamo

Imploro aos ventos que apareças
E a prece ao ser ouvida
Sopra teu corpo, alegre promessa
Que terei depois da tua partida...



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Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)