quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Adeus, meus sonhos

Álvares de Azevedo é meu poeta favorito porque sempre que eu preciso, eu leio um verso dele e sinto como se tivesse sido escrito pra mim é como se ele realmente soubesse o que está se passando, como se me entendesse.



Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto...
E minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus?!... morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já que não levo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!


(Álvares de Azevedo)

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Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)