quinta-feira, 14 de junho de 2012

Desencanto (Manuel Bandeira)

Queridos leitores, andei meio ausente do blog mas passando rapidinho por aqui resolvi deixar um poema, do nosso ilustríssimo poeta pernambucano Manuel Bandeira, e pessoalmente me identifiquei muito com esses versos. Até a próxima :)


Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha,
É minha maneira de estar sozinho.
(Fernando Pessoa)